<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6606638</id><updated>2011-12-29T23:16:32.213-02:00</updated><title type='text'>Histórias alcoólicas.</title><subtitle type='html'>Contos de quem beira a insanidade.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://historiasalcoolicas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6606638/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasalcoolicas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Lori</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>4</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6606638.post-109001975041220881</id><published>2004-07-16T20:15:00.000-03:00</published><updated>2004-07-16T20:43:17.533-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Era uma vez uma jovem e bela Ursa que vivia na floresta. Todos os dias, à caminho do rio, ela passava ao lado da cerca do chiqueiro da fazenda que haviam construído por lá. A Leitoa sempre que a via guinchava tentando chamar a atenção da Ursa, que acenava com a cabeça e continuava seu caminho. Os guinchados da Leitoa eram estridentes e não agradavam à Ursa que sempre evitava ficar de papo. A Leitoa tentava de tudo, berrava todos os tipos de assunto, desde "bom dia" até comentários sobre o tempo, e a Ursa nunca se interessava. Até que um dia a Leitoa pensou:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; - Quem essa Ursa acha que é? Ela não pode me ignorar assim...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; E ficou armando uma forma de se vingar da Ursa.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Ela acabou descobrindo que a Ursa parava ali por perto, pra conversar com os outros animais. A Leitoa foi até o cantinho da cerca, se escondeu e ficou esperando. A Ursa se encontrou com a Raposa e elas começaram a conversar:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; - Olá Ursa!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; - Oi Raposa, como vai?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; - Ah, está tudo bem, só comer que anda complicado esses dias.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; - É Raposa, as coisas não andam fáceis, tá difícil pescar também. Quase não têm subido mais salmões pelo rio...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; - Uma lástima não?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; - Ah, mas não se preocupe, é culpa da estação. Em breve isso passa. Vou pra casa agora descansar, amanhã é outro dia!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; - Tchau Ursa!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Quando escutou isso a Leitoa correu para o outro lado da cerca e esperou a Ursa passar, quando a viu começou a guinchar:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; - É Ursa! Ouvi dizer que você anda passando fome!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; A Ursa olhou e ela continuou.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; - Veja só quanta comida eu tenho! - enfiando o focinho na lavagem - Eu não passo fome!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; A Ursa nada disse, virou o rosto e continuou seu caminho. A Leitoa não conseguia acreditar que a Ursa ainda não se importava. No dia seguinte foi de novo ao seu esconderijo escutar as conversas da Ursa.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; - Olá Coruja!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; - Como vai Ursa!? O que houve que seu pêlo está mais ralo hoje?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; - Ah Coruja, está na época né? Agora é tempo dos pêlos velhos caírem e nascerem novos. Mas não se preocupe, em breve estarei com a pelagem normal.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; - Que bom né Ursa! Então tchau! Nos falamos depois!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; - Tchau Coruja!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; A Leitoa correu novamente e esperou a Ursa aparecer para guinchar:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; - Ô Ursa! Olha só! Seus pêlos estão caindo é? Pois veja os meus! Nunca caem!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; A Ursa olhou, analisou bem a Leitoa fazendo pose pra mostrar os pêlos, virou o rosto e continuou seu caminho. A Leitoa podia jurar que tinha conseguido chatear a Ursa. Já começou a sonhar com a próxima zombaria. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; No dia seguinte muitos Ursos chegaram naquela mata para cortejar as Ursas. A Leitoa ficou apertando os olhos pra ver se a Ursa ficaria com algum deles. Ao vê-la voltando sozinha colocou-se novamente a guinchar:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; - Conseguiu ninguém não né Ursa! Olha só! Eu tenho um parceiro! - E puxou seu namorado Leitão da lama pra que a Ursa pudesse vê-lo. Um leitão não só sujo, como manco e cego de um olho. A Ursa olhou, olhou, pensou, quase falou, mas virou o rosto e continuou seu caminho. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; A Leitoa já comemorava sua vitória sobre a Ursa. Ela achava que agora a Ursa morria de inveja dela. Estava tão humilhada que nem balbuciava uma resposta. No outro dia nem espreitou para escutar conversas, nem observou pra descobrir algo. Ao ver a Ursa já começou a guinchar:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; - Veja só Ursa! Você é tão arrogante! Se achava tanto! Agora nem tem o que me dizer!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; A Ursa, calmamente respondeu:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; - Tenho sim, mas não digo porque acho desnecessário... Mas você tem insistido tanto, todos esses dias, que começo a desconfiar que você queira mesmo saber o que eu acho sobre você....&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; - Ah! Você morre de inveja que eu sei! Pode assumir!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; - Aí é que você se engana. Quando passei aqui com fome e você berrava que tinha comida enchendo a boca de restos, de lixo, eu me lembrava que durante as altas de salmões, quando me dou ao luxo de comer apenas caviar, você continua aí, comendo lavagem.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; A Leitoa não conseguia dizer nada, e a Ursa continuou:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; - Quando passei aqui com meus pêlos ralos, caindo sem parar, você me mostrou essa pelagem dura que tem nas costas e me lembrou que minha linda e fofa pelagem é consequência da troca anual. E que mesmo quando eles estão grandes e brilhantes você continua com esses pêlos feios e grosseiros.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; A Leitoa já não precisava escutar nada, mas a Ursa queria concluir:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; - E quando eu passei aqui sozinha, você veio me exibir seu parceiro. E ele é como você, cada qual com seu igual. Me lembra que minha solidão se acaba quando eu encontrar um Urso forte e vistoso como eu.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; A Ursa virou o rosto e rumou pra casa. A Leitoa nunca mais guinchou ao vê-la.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Moral da história: Não tente tripudiar sobre as mazelas da vida alheia. Pode ser que quem está na lama é você.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6606638-109001975041220881?l=historiasalcoolicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6606638/posts/default/109001975041220881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6606638/posts/default/109001975041220881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasalcoolicas.blogspot.com/2004_07_01_archive.html#109001975041220881' title=''/><author><name>Lori</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6606638.post-108540757123576489</id><published>2004-05-24T11:05:00.000-03:00</published><updated>2004-05-24T11:06:11.236-03:00</updated><title type='text'>Acho que te amo</title><content type='html'>E surgiu uma necessidade incontrolável dentro dela. Ela sentia que precisava descobrir tudo sobre ele. Então armou tocaia na esquina de sua casa. Todos os dias ela ficava ali esperando ele sair para o trabalho. O observava por todo caminho. Tirava fotos. Muitas. Todas. Quando ele entrava no prédio ela tinha o tempo cronometrado para voltar à casa dele e o conhecer. Revirava o lixo em busca de qualquer indício. Lista de supermercado anotada em uma nota fiscal, restos de comida... Mentalmente ela ia registrando todos seus gostos. Números de telefone. Uma foto. Uma maldita foto de mulher. Uma dedicatória em letras caprichosas. Meiguice. Corações. Ela se odiava por não saber se fazer meiga. Se fazer feminina. Ela se odiava por não ser aquela que, toda simplória, merecia o afeto dele. Vários recadinhos na mesma letra. E ela se lembrava da dor no pulso que todos os cadernos de caligrafia causaram. Com a dor dessa lembrança ela se livrava da culpa de não ter tentado. Tinha tentado sim e percebido logo ali que simplesmente era incapaz de escrever em letras delicadas de menina. Incapaz. A sua falha martelava sua respiração enquanto, tremendo, olhava o relógio e revirava lixo. Lixo. Como um rato. Um ser oriundo dos esgotos. Aquela loira de vestido florido jamais estaria disposta àquela humilhação por ele. E mesmo assim ela o tinha. Era hora de voltar. Acendeu um cigarro e partiu em direção ao edifício onde ele trabalhava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hora do almoço. O seguiu até o restaurante e sentou-se na mesa ao lado. O celular dele toca e ele conversa apaixonado, pede pra que a pessoa do outro lado lhe dê mais uma chance. Provavelmente era aquela loira. Maldita loira. Ele marcou algo para a noite. "Passa lá em casa...". Era a oportunidade perfeita. Os dois estariam juntos. E ele derramaria na loira seu amor unilateral. Só ele sabia amar. A mulher do vestido florido não era do tipo que vê algo além da própria imagem refletida em qualquer lugar. Até no reflexo da água do vaso sanitário ela devia se admirar. Era aquela noite. Tinha que ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de segui-lo e fotografá-lo até perdê-lo de vista ela foi até a loja de pesca. Saiu de lá com uma 45. Voltou para esperá-lo sair do trabalho. Em algum momento se enxergou no retrovisor. Estava ali a prova de que ela nunca o teria. Um rosto que aparentava mais anos do que merecia. Um olhar sem brilho. Os lábios feridos de tanto mordê-los e ressecados pelos cigarros. Pele sem viço. Ela procurava a loira florida no espelho e lacrimejava. Ela sabia que nunca teria as regalias que a loira tinha. E estava disposta a acabar tudo naquela noite. Sem mais esperas. Sem mais querer saber dele todos os gostos e fazê-lo feliz. Caiu a tarde e ele foi pra casa. Ela foi junto, se esforçando pra não perder nenhuma chance de fotografá-lo. Ele entrou em casa e ela respirou aliviada. "A última espera".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco depois da loira chegar um tiro. Polícia. Um corpo. Uma carta. Os policiais batem à porta dele:&lt;br /&gt;- Senhor, sinto que temos uma má notícia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles andam rápido até a rua. Até o carro:&lt;br /&gt;- E ela te deixou essa carta senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele leu a carta sem demora, a segurou tão forte que amassava as bordas do papel:&lt;br /&gt;- Mas eu não entendo. Não entendo! Eu nunca vi essa mulher!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E abraçou sua linda namorada loira e florida que chorava horrorizada ao ver o cadáver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6606638-108540757123576489?l=historiasalcoolicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6606638/posts/default/108540757123576489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6606638/posts/default/108540757123576489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasalcoolicas.blogspot.com/2004_05_01_archive.html#108540757123576489' title='Acho que te amo'/><author><name>Lori</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6606638.post-107946078840310530</id><published>2004-03-16T15:13:00.000-03:00</published><updated>2004-03-16T15:23:27.966-03:00</updated><title type='text'>Bob</title><content type='html'>- Vai dormir menina! Vê lá se isso são horas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah nem... Você de novo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não resmunga, tá tarde, você vai acabar tendo baixas de serotonina outra vez se voltar a trocar o dia pela noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Já disse que eu te odeio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele era uma criaturinha peluda, que volta e meia se agarrava no ombro dela e ficava falando o que ela devia ou não fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não adianta você me odiar, você sabe que eu sempre vou ficar aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sei nada, sei que quando eu encho a cara você desaparece! Cadê aquela pinguinha que me deram de presente... Hmmm...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não começa! São quase seis da manhã! Em plena segunda-feira!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hehehe, eu tô brincando, num vou beber não... Aliás, por que você some quando eu bebo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Coisas do AA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- HAHAHAHA fala sério! Tem problemas com o alcolismo é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mais ou menos, isso não importa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Claro que importa! Explica isso direito! Não pode ficar dependurado no ombro dos bebuns?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quando estão bêbados não... Vai que eles me derrubam e me perdem pra sempre? Já vi muitos acabarem assim! Mas sóbrios é claro que eu posso! O que você acha que eu tô fazendo aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Colé, tá me chamando de bebum? ... Conta uma novidade agora! HAHAHA!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sério menina! Vai dormir! Você não tem nem motivos pra estar acordada a essa hora. Nem tá fazendo nada de interessante?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sabia que eu gosto de um pouco de privacidade? Você podia parar de ler as minhas coisas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não existe isso de privacidade comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E também eu detesto essa respiração atrás de mim. Eu posso te matar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Só se conseguir me pegar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eles começaram a brincar de pega. Quando a mão dela chegava ele desaparecia e já reaparecia em outro lugar. Até que ela cansou e voltou a olhar pro monitor e clicar inutilmente pela web.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mala...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- VAMO, VAMO, VAMO! Tá na hora de dormir!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Num começa, se você ficar aí berrando é que eu nunca vou ter sono. Aliás, você tá me irritando. Sabia que isso só vai me deixar mais tempo acordada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Rainha da chantagem! Quero deixar claro que isso só funciona com sua família, você não vai me tapear com suas lógicas distorcidas não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lógica distorcida... Ou! Você viu que massa esse fim-de-semana?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Meu Deus! Massa? MASSA? Você chama aquilo de MASSA?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ahm, lógico né Bob.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oh céus, já vi. De nada adianta eu estar aqui tentando te colocar nos eixos. Eu aqui me esforçando, suando, acordado a essas horas! E você gosta de sair destruindo sua vida aleatoriamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não começa com drama vai. Isso me irrita, não é nada tão caótico assim. E eu tô ligada que você curtiu! Eu te vi nos cantos se divertindo várias vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá bom, tá bom. - começou a sorrir um tanto sem graça - Teve hora que esteve bom mesmo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então! Ê laiá! Os shows foram fodões né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não começa, eu tô percebendo que você tá de papo pra me enganar e não ir dormir. Eu só cheguei pra te mandar pra cama!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas é massa... Massaroca! Eu tava meio carente, precisando bater um papo, você chegou meio que na hora certa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estou sentindo que você está tentando me rebaixar a seu amigo imaginário, isso não vai dar certo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas é o que você é... Não Bob?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Porque diabos você me chama de Bob?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Now what's Bob gonna do now that he can't drink?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você adorou descobrir que eu não posso com bebida né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não é só por isso, eu quis ser gente boa e não te ofender. Na verdade tenho inúmeros motivos pra te chamar de Bob. I have a dog named Bob who pisses on my floor!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá me chamando de cachorro é??? Eu não sou um cachorro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- That's right, I've got a floor!! Linoleum!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vai parar de cantar e conversar comigo direito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pelebrói!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ahm!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pelebrói, NÃO SEI! HUA HUA HUA HUA!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você sabe o quanto essas pegadinhas com nome de banda são péssimas né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pelebrói!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pelebrói, EU SEI! HUA HUA HUA HUA! Por isso só faço dessas com você! Eu tenho noção do ridículo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Às vezes parece que não...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por um acaso às vezes parece que eu não tenho NOÇÃO DE NADA?! Hahahahahaha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fica quieta garota! Não entendo como você consegue continuar toda espevitada a essa hora...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ok, vou dormir, mas antes eu preciso comer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela foi pra cozinha com ele agarrado no seu ombro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não vá preparar uma bomba gastronômica, vai ter pesadelos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você me lembra minha mãe... - e foi pegando um prato de brócolis na geladeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Brócolis? Você vai comer brócolis às seis e sete da manhã? Quando você vai perceber que essa sua obsessão com brócolis começou a ir longe demais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não vou começar a perceber. Eu percebi antes dela existir. Mas não me enche...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vai te fazer mal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Claro que não! Brócolis é saúde! Sabia que a minha mãe diz que brócolis não tem calorias? Hahaha! Depois ela se retrata dizendo que deve ter tipo dez calorias! Um dia ela chega lá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você podia explicar pra ela...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- De novo? Nããão! Ela vai se corrigindo com as minhas caras de "não diga uma bobagem dessas"....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aliás você devia fazer essa cara de vez em quando no espelho. Às vezes você fala demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vaca amarela!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subiram pro quarto quietos. E caíram no sono assistindo "Comando Delta" na tv a cabo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6606638-107946078840310530?l=historiasalcoolicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6606638/posts/default/107946078840310530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6606638/posts/default/107946078840310530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasalcoolicas.blogspot.com/2004_03_01_archive.html#107946078840310530' title='Bob'/><author><name>Lori</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6606638.post-107903731836439841</id><published>2004-03-11T17:35:00.000-03:00</published><updated>2004-03-11T17:40:32.043-03:00</updated><title type='text'>Capítulos</title><content type='html'>- Ah! Você me contou isso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sério? Nem me lembro. Isso que dá sair falando sem pensar. E esquecer tudo que falo. Hoje é capaz de você já me conhecer melhor do que eu mesma me conheço... E tem o que? Três vezes que a gente se encontrou e ficou assim num buteco falando aleatoriamente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quatro já...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então! E eu falando, e você monossilábico, e eu me esquecendo, e você lembrando. Realmente, boto minhas fichas que você já me conhece melhor do que eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não exagera vai. Olha a paranóia emergindo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá vendo? A gente só se encontrou quatro vezes e você já conhece minhas paranóias. Isso é perigoso. Se bem que você deve ter muita informação sem update. Eu faço update dos meus pensamentos sabia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, não. - disse ele rindo - E como é isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não é que eu me contradigo sabe? É que eu mudo de idéia, na verdade eu mudo de idéia constantemente, e às vezes elas se contradizem. Mas nada proposital do tipo "me arrependi e vou mudar de idéia", geralmente eu nem lembro da primeira idéia e surge a segunda. Aí eu vou contar pra alguém que tem memória, assim como você, e a pessoa solta aquela: "Você está se contradizendo! Lembra quando você disse isso, isso e aquilo?" e quando eu respondo um sincero "não" ninguém acredita em mim. Você acredita em mim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Na maior parte das vezes... Eu acho... É, eu acho que sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então, é porque você só me encontrou quatro vezes. Porque com os anos você acaba percebendo que na verdade as idéias ficam se repetindo em ordem, mudam um pouco de contexto mas são sempre as mesmas idéias. E que no fundo uma não anula a outra. É só uma questão de ponto de vista. Não há como não acreditar em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você tá querendo me dizer que se contradiz por uma questão de ponto de vista???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, acho que eu usei a palavra errada. Eu não me contradigo, eu mudo de ponto de vida. Referencial. É como se fosse um ponto de vista de outro momento na vida. É quando você tem outros estímulos, outras experiências, e isso influencia naquilo que você tá pensando... Tá dando pra entender ou está ficando complexo demais pro nosso nível alcóolico?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você acha que eu tô falando bobeira? Acha que isso é papo de bêbado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lá vem mais uma! Alguém já comentou que você é muito insegura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Claro, isso é a parte óbvia! Mas por um acaso você percebeu que eu sou muito segura na minha insegurança?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ahn???&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É, repara bem, na verdade ela é uma espécie de desculpa pra titubear. Eu primeiro convenço a todos que sou absolutamente insegura, depois disso eu posso sair tremendo, cambaleando, é que daí em diante eu tenho um aval. Do tipo "ah, mas é claro que ela está cambaleando, ela está insegura!". Imagine uma pessoa andando na corda bamba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pior que você tá conseguindo fazer sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Claro que faz sentido! Tudo que eu falo faz sentido! Não que eu encontre ele antes de falar, mas com certeza se você precisar de um eu invento. Agora é sério, imaginou o cara na corda bamba?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim, sim, continua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então, se tiver uma rede de proteção ali embaixo ninguém bota fé no que ele tá fazendo, aliás, qualquer um pode andar numa corda bamba com uma proteçãozinha embaixo. Se cair tá salvo. Pode-se cair entende?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aham.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então, se ele tira a proteção ele fica correndo o risco de se machucar ou até morrer se cair, ele fica inseguro. Todo mundo acha normal que ele trema. A falta da rede dá o aval da insegurança, entende?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E você pensou nisso tudo antes de convencer a todos que era insegura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não. Não sei. Talvez tenha pensado e tenha tornado isso um hábito até me esquecer de que realmente pensei naquilo. Talvez não. Acho que eu só sempre fui insegura mesmo. Talvez eu tenha buscado ser mais segura e na minha total incapacidade de anular minha insegurança eu me senti segura dentro dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É melhor cair e morrer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Claro, se for pra cair, caia direito. Mas pelo menos, enquanto você não cai, todo mundo vai te dar muito mais moral. Até você mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como assim você mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É ué! Você é um conjunto de todos os integrantes do teatro que é a sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hein?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você é o roteirista, protagonista, iluminador, diretor, tudo! Se você é tudo você também está na platéia. Talvez só você seja a platéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E aonde eu entro na sua vida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hmmm boa pergunta. Não sei. Talvez sua equipe se junte à minha a cada vez que nós nos encontramos. E fazemos capítulos iguais pra histórias diferentes... Faz sentido né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Heis que surge a paranóia dos sentidos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se você ficar analisando minhas paranóias eu vou ficar mais paranóica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá bom, tá bom, parei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E para de rir de mim! Eu não sou palhaça!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Palhacinha! Linda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pede mais uma vai...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A gente vai ficar aqui só bebendo? Não vamos deixar esse capítulo conjunto de nossas histórias distintas ficar mais interessante?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos.. Vamos sim... Mas só depois que o bar fechar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6606638-107903731836439841?l=historiasalcoolicas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6606638/posts/default/107903731836439841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6606638/posts/default/107903731836439841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://historiasalcoolicas.blogspot.com/2004_03_01_archive.html#107903731836439841' title='Capítulos'/><author><name>Lori</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
